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Em que consiste?
A orientação em BTT tem como principal objectivo a execução de um percurso com
várias passagens obrigatórias (pontos) no menor tempo possível e sem quebrar as
regras da modalidade. Para o atleta saber o percurso é dado um mapa na partida.
Esse mapa contém caminhos, carreiros e estradas necessárias para o atleta
transitar com a bicicleta mas também outros dados importantes para a navegação
(casas, zona de pinhal, pedras, zona de eucaliptos, etc). Desta forma o atleta
poderá navegar não só por caminhos ou estradas como também por outras
referências que estão tanto no mapa como no terreno.
Exemplo:

O triângulo simboliza a partida do atleta.
No terreno o triângulo e os restantes pontos são sinalizados por
balizas:

A baliza do triângulo da partida não tem
código.
O atleta com o mapa tem que ir do triângulo
de partida para o ponto 1 que tem o código 31 (exemplo da figura),
depois do ponto 1 para o ponto 2 e assim sucessivamente até à chegada.
A chegada é representada por dois círculos
como se pode ver na figura:

Pelo meio do percurso o atleta tem que
fazer opções.
Opções:

Como se pode reparar para ir do
triângulo de partida para o primeiro ponto existiam várias opções.
Podemos ver quatro opções diferentes tomadas por diferentes atletas.
Cada opção está sinalizada por um seta de cor diferente. Assim temos uma
opção com setas de cor escura, outra opção com setas amarelo torrado,
uma opção com setas laranja e por último uma opção com setas verdes. Em
prova o atleta tem que decidir o mais rápido possível qual a melhor
opção. Neste caso, seria a opção com a seta escura porque era a mais
perto.
Nem sempre a opção mais perto é a melhor. Imaginemos que existem duas
opções para um mesmo ponto. Uma delas é mais curta que a outra no
entanto o declive é maior, ou seja, por essa opção iria subir e depois
teria que descer. Por outro lado a outra opção era um pouco mais longa
mas não teria que subir o que iria tornar o trajecto mais rápido sendo
portanto esta a melhor opção. Esta rápida decisão e leitura do mapa é
adquirida ao longo da prática da modalidade.
Para quem gosta apenas de "rolar" a Ori-BTT não é a modalidade ideal
pois esta permite outros desafios que não apenas os físicos. Esta
modalidade conjuga a parte física de um atleta de BTT com a parte mental
de decisão e leitura rápida do mapa. Todos os pontos do percurso são um
desafio. Quando se marca um ponto, completamos um desafio mas começamos
outro que será o próximo ponto. Permite ainda a passagem dos atletas em
zonas sempre diferentes o que faz aproximar a ori-btt de muitas
maratonas.
É uma modalidade que junta atletas de competição e pessoa que apenas
procuram o lazer e o contacto com a natureza.
O que é necessário para começar?
Para as primeiras provas, o equipamento necessário é apenas uns calções
ou calças confortáveis, uma t-shirt, uma bicicleta, um capacete
homologado, uns ténis, e um SI- SI é um ship que controla a passagem nos
diferentes pontos e a ordem pela qual é feita essa passagem, este ship
pode ser adquirido ou alugado às organizações/federação portuguesa de
orientação. Se decidir começar logo por um escalão de competição
necessita também de um estensor que se prende à bicicleta e onde irá o
SI (este estensor também pode ser alugado ou comprado).
Posteriormente e para uma leitura facilitada do mapa, um suporte de
mapas também é um dos materiais importantes em qualquer atleta já com
algum espírito de competição.
João Ferreira
Alguma dúvida: info@joaoferreira.net |